Glaucoma em Joinville

O glaucoma é uma degradação do nervo óptico, normalmente associada ao aumento da pressão intraocular. No entanto, em alguns casos mesmo com a pressão ocular normal o glaucoma é diagnosticado.

O nervo óptico é responsável por transmitir ao cérebro as informações que enxergamos. Quando o glaucoma afeta essas fibras nervosas, elas morrem gradualmente, podendo resultar na perda total da visão.

Normalmente essa degradação acontece pelo do aumento da pressão intraocular, causada por alteração no fluxo de produção e no escoamento do humor aquoso (líquido que preenche parte do olho).

Esse distúrbio pode se desenvolver de forma lenta, progressiva e sem apresentar sintomas, e ocasionar a perda gradual da visão e até levar à cegueira.

Tipos

Existem diferentes tipos de glaucoma e os principais são:

Glaucoma Primário Crônico de Ângulo Aberto

Um glaucoma que acomete os dois olhos ao mesmo tempo; no entanto pode ser assimétrico. Acometer um olho mais do que o outro. Aparece na fase adulta. É especialmente assintomático e, por ser gradual, é perceptível apenas quando o nervo óptico está bastante lesionado. A perda da visão começa nos extremos do campo visual, que pode estender-se por todo o campo visual e causar a perda completa da visão. Esse tipo de glaucoma é comum em pessoas com miopia, acima de 65 anos, de etnia negra. Seu diagnóstico precoce é possível quando são feitas frequentes consultas oftalmológicas.

Glaucoma Primário de Ângulo Fechado

Normalmente se manifesta de forma aguda e repentina. Através da percepção de um brilho intenso e uma dor muito forte. Recomenda-se que, ao sentir dor, você vá direto ao oftalmologista, pois significa que a pressão ocular está muito alta. Apesar de não ser tão comum, esse tipo de glaucoma é mais perigoso.

Sintomas e prevenção

Fatores de risco para o glaucoma:

  • Idade avançada (acima de 40 anos)
  • Pressão intraocular (PIO elevada)
  • História familiar de glaucoma
  • Miopia elevada
  • Etnia
  • Diabetes

Além disso, a doença tem maior incidência em pessoas com idade acima de 40 anos, de cor negra ou com ascendência asiática.

Ao redor de 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença e quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de se evitar a perda da visão. Apenas após algum tempo depois de instalado o glaucoma, o paciente começa a notar a perda do campo visual.

Diagnóstico

O glaucoma é detectado somente através de um exame oftalmológico, em que o médico faz a medida da PIO, o exame de fundo de olho e, quando necessário, solicita exames, como por exemplo: campo visual, retinografia, paquimetria, curva tensional diária, teste de sobrecarga hídrica e eventualmente a tomografia de coerência óptica (OCT )de papila e fibras nervosas retinianas peripapilares.

Tratamento

Geralmente o tratamento é realizado com colírios, podendo-se recorrer ao laser ou cirurgias, conforme recomendação médica, e de acordo com o tipo de glaucoma e estágio da doença.

O tratamento clínico com colírios tem como principal objetivo estabilizar a doença através da redução de pressão ocular (PIO). O nível de redução da PIO deve ser individualizado e considerado importantes fatores como: gravidade do glaucoma, idade do paciente, história familiar, etnia, espessura da córnea e comorbidades como: hipertensão arterial, diabetes meliltus, crises frequentes de enxaqueca, arterosclerose, hipotensão noturna e apnéia do sono. A pressão-alvo corresponde a um nível seguro da PIO, a fim de evitar o estabelecimento ou progressão das alterações glaucomatosas.

Existem diversas classes de colírios hipotensores oculares e o médico irá indicar qual a melhor opção de tratamento de acordo com as características de cada paciente. Muitas vezes se faz necessário a associação de drogas para o controle da doença.

É muito importante seguir as orientações médicas para o controle da doença.

Exames que acompanham o glaucoma no IOJ

O glaucoma não é diagnosticado por um exame só. O médico junta a pressão do olho, o aspecto do nervo óptico e o campo de visão. Estes são os exames mais usados.

Tonometria

Mede a pressão dentro do olho naquele momento. É feita na consulta, com colírio anestésico.

Curva tensional diária

A pressão do olho varia ao longo do dia e costuma ser mais alta pela manhã. Na curva tensional, ela é medida em horários diferentes do mesmo dia, o que mostra picos e variações que uma medida isolada não pega. Ajuda a decidir se é preciso tratar e se o tratamento em uso está funcionando. A equipe informa os horários das medidas no agendamento.

Gonioscopia

Com uma lente especial apoiada no olho, depois de um colírio anestésico, o médico examina o ângulo da câmara anterior, por onde sai o líquido do olho (humor aquoso). É o exame que separa o glaucoma de ângulo aberto do de ângulo fechado, e isso muda o tratamento.

Campimetria computadorizada (FDT)

Avalia a visão central e a periférica. Usa um estímulo de dupla frequência que testa as células que costumam ser afetadas primeiro no glaucoma. Mostra perdas no campo de visão que a pessoa ainda não percebeu.

OCT do nervo óptico

Imagem em camadas do nervo óptico e das fibras da retina, útil para acompanhar a doença ao longo do tempo.

Quando o colírio não basta

Laser e cirurgia são opções para baixar a pressão quando o tratamento com colírios não controla a doença.

Perguntas sobre glaucoma

Glaucoma tem cura?

Não. O glaucoma tem controle: colírios, laser ou cirurgia baixam a pressão do olho para frear a doença. O acompanhamento é contínuo, com consultas e exames periódicos.

Dá para recuperar a visão perdida pelo glaucoma?

Não. O dano ao nervo óptico não é revertido pelo tratamento. Por isso o objetivo é descobrir cedo e manter a pressão controlada para proteger a visão que existe.

Qual a diferença entre tonometria e curva tensional?

A tonometria é uma medida da pressão do olho em um momento. A curva tensional repete essa medida em horários diferentes do mesmo dia, porque a pressão varia e costuma ser mais alta pela manhã.

A campimetria dói?

Não. Você olha para um ponto fixo e aperta um botão sempre que percebe um estímulo. O exame é feito em um olho de cada vez.

Quem deve investigar glaucoma?

Pessoas acima de 40 anos, quem tem glaucoma na família, miopia alta, diabetes ou pressão do olho elevada em alguma consulta. A frequência das consultas é definida pelo oftalmologista.

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